Archive abril 2019

O MUNDO FASHION NO MERCADO FINANCEIRO

Tendências globais impactam o mundo da moda e os investimentos no meio

Quando pensamos ao pé da letra, o mundo da moda e o do mercado financeiro parecem não ter nada a ver um com o outro, não é mesmo? A verdade é que existem diversas opções e oportunidades de investimentos em empresas de consumo e varejo, como em qualquer outro setor da economia. Então, para você que gosta do mundo da moda e por cuja cabeça nunca passou a ideia de que poderia investir em empresas com as quais se identifica, a resposta é que isso é possível e você pode.

Mas como faço para escolher e investir na empresa certa, visando a um ganho potencial? Bom, procurar a ajuda de um especialista é primordial. Entretanto, nada impede que você mesmo estude por conta própria e chegue a uma conclusão. Para fazer isso, é necessário acompanhar as tendências globais do setor, analisar quem são os principais players e escolher a melhor opção entre eles. Normalmente, a escolha é feita baseada em quem você supõe que irá performar melhor frente a essas tendências. No entanto, quais são as tendências do segmento da moda?

As tecnologias mudam constantemente, assim como o olhar do consumidor. É durante essas mudanças que surgem inovações e percebemos oportunidades de negócios – o que é essencial para prosperar no mundo dos investimentos. De acordo com o relatórioThe State of Fashion, 2019 é o ano em que as empresas do ramo devem assumir uma posição ativa, em que produtividade e resiliência são o começo das transformações – mas não o que vai garantir um crescimento financeiro.

A moda por si própria é um ecossistema, em que se faz necessário explorar cada fragmento. Assim como os indicadores econômicos e as forças políticas desestabilizadoras, esse mercado está cauteloso. A tendência de desaceleração global faz com que as marcas se tornem cada vez mais prudentes – investindo em tecnologia e em inteligência artificial, por exemplo. Países emergentes, como a Índia, têm se fortalecido na indústria da moda, com o número de consumidores crescendo exponencialmente e com um setor de manufatura aquecido. Sendo assim, para outros países – como o Brasil –, é essencial que as marcas redobrem os esforços, afim de não perderem seus consumidores para o mercado internacional.

Empresas que ainda não fazem o uso da internet, do e-commerce principalmente, correm grande risco de serem extintas – perdendo mercado e novas oportunidades de negócio. Durante a crise que passamos, vimos que brechós, aluguéis e reparos ganharam cada vez mais visibilidade. Portanto, é necessário que as companhias encontrem um meio de adentrar nesses segmentos e acessar aqueles que preferem esse estilo de compras.

O mundo da moda também é um instrumento de expressão para causas sociais, como feminismo e sustentabilidade. Sendo assim, é bastante comum que a busca por representação e defesa de causas sociais tenha um reflexo no segmento de vestuário, atraindo o olhar da nova geração para as marcas, uma vez que os consumidores tendem a recompensar as empresas que adotam postura frente a certos acontecimentos e coisas.

Os modelos mais tradicionais de negócio passam por um momento de transformação, visto que os consumidores estão cada vez mais em busca de empresas que sigam por caminhos diferenciados e que criem experiências também diferenciadas. Sendo assim, as empresas que mais tendem a prosperar com essas tendências são as que estão constantemente investindo em tecnologia, inteligência artificial e criação, para melhorar a experiência do seu consumidor em todos os sentidos. Consegue pensar em marcas assim? Tenho certeza de que sim. Já imaginou que talvez existam oportunidades de investir nessas empresas?

Por Bruno Rosenmann, sócio-proprietário da Allez Invest.

Texto publicado originalmente na TOPVIEW

AGRONEGÓCIO: UM NOVO MUNDO DE INVESTIMENTOS

Saiba como investir com inteligência no setor, que passa por um momento favorável ao crescimento nos próximos anos

Apesar de os alimentos serem um produto fundamental para a economia mundial, apenas poucos países ao redor do globo possuem a expertise e a capacidade para produzi-los com excelência. A maioria das “commodities” agrícolas necessitam de muita terra, o que apenas os maiores países possuem em abundância. Fato comprovado ao constatarmos que os quatro maiores produtores mundiais de alimentos estão entre os cinco maiores países do mundo.

Com a história centrada basicamente na agricultura, particularmente de cana de açúcar, o Brasil figura em quarto lugar nesse ranking. Estima-se que 31% do território nacional seja utilizado para a atividade produtora, especialmente de cana, soja, milho e boi-gordo. A “fazenda do mundo” é, na verdade, uma das fazendas, e muito longe de ser a maior.

25% do Produto Interno Bruto nacional é representado pela agropecuária e a urgência por melhorar o volume, a qualidade e a variedade é grande. O desenvolvimento não está apenas no campo, mas também em agregar valor no comércio, nos setores financeiros, nos transportes e na agroindustrialização.

Para melhorar esses fatores, o país necessita de investimentos consideráveis em tecnologia, infraestrutura e educação. Investimentos esses que devem ter grande prioridade durante os anos de governo do presidente Jair Bolsonaro, como se tem constatado por seus discursos no Fórum Mundial de Economia em Davos e pelas falas da Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Costa, que visitou a China e outros países asiáticos, na última semana de janeiro, buscando investidores e parceiros comerciais.

Excelente notícia para nós, investidores brasileiros em busca de opções que vençam os rendimentos pífios observados nos ativos de renda fixa em um Brasil com Selic a 6,5% ao ano. Investimentos relacionados ao agronegócio não necessitam ser apenas com operações visando proteger as safras dos produtores ou especular com altas e baixas no preço das commodities (ainda que sejam veículos extremamente eficazes para ganhos financeiros e excelentes estruturas de proteção para o produtor em anos em que o clima ou o cenário internacional jogam contra).

Pode-se investir em empresas que participam direta ou indiretamente do agronegócio. Empresas de transporte, portos, usinas e frigoríficos, sem falar em tecnologia, ciência, insumos e máquinas. Seja comprando participações por meio de ações na Bolsa de Valores ou mesmo em títulos de dívida privada, ajudando a financiar as empresas. Participar do mercado agro no Brasil não é apenas para os proprietários de fazendas e revendas de tratores.

Em um cenário extremamente positivo para o nosso país nos próximos anos, um setor que representa mais de um quarto da produção de riqueza do país certamente terá sua participação em grande destaque.

Quer saber como participar desse crescimento, de maneira segura e com diversidade de opções? Agende uma reunião conosco aqui na Allez Invest. Não apenas ajudamos nossos clientes a investir melhor, mas, principalmente, a entender como isso é possível.

Texto escrito por Renan Hamilko Barbosa, sócio-proprietário da Allez Invest.

Texto publicado originalmente na TOPVIEW

QUEM É VOCÊ NO MUNDO DOS INVESTIMENTOS?

Saber o seu perfil de investidor e, consequentemente, o seu nível de tolerância ao risco, é fundamental para tomar decisões assertivas no setor

Já pensou que o mundo dos investimentos pode ter grande relação com a psicologia? Oautoconhecimento buscado por ela é fundamental para quem pretende começar a investir – seja em aplicações na poupança ou em ações de empresas. De fato, é preciso ter uma básica noção do mundo dos negócios, mas conhecer o seu perfil é essencial para tomar decisões assertivas, obter resultados positivos e evitar os riscosdesnecessários.

E, para isso, é preciso de um apoio de quem entende. “O foco da Allez Invest é construir um relacionamento de longo prazo com o cliente, entender seu cenário de vida atual, seus planos e objetivos para o futuro. Assim, é possível traçar uma estratégia completa, 100% personalizada e que respeite o perfil de cada um”, explica Bruno Rosenmann, agente de investimento e sócio da Allez Invest.

Como detectar os perfis de investidores?

O termo está relacionado com o grau tolerância ao risco. Investidores mais tolerantes tendem a tomar decisões mais ousadas em troca de possíveis ganhos maiores. Já os que fogem de situações de risco, abrem mão da maior rentabilidade. Ao entender esta dinâmica, se torna mais fácil construir uma base de investimentos.

Outro fator que facilita a descobrir em qual perfil se encaixa, é conhecer o “tripé dos investimentos”: liquidez, segurança e rentabilidade. Cada um desses termos está relacionado com um dos medos de cada grupo. Assim, que a liquidez está associada à disponibilidade de dinheiro; a segurança, ao risco de perda; e a rentabilidade, ao possível retorno. E o investidor sempre vai precisar abrir mão de um desses fatores.

Muitos dizem que os perfis podem ser resumidos em três, mas algumas fontes chegam a citar até seis modelos de investidores. Bancos e mercados de investidores costumam analisar as características em “testes de suitability”, para detectar a adequação dos possíveis investimentos com os objetivos de cada um. “Sem a análise do seu perfil financeiro, o investidor acaba agindo contra seus objetivos e está mais propenso a cometer erros”, alerta o sócio. 

Mesmo assim, nem sempre uma pessoa se mantém em um perfil. Ao conhecer mais o setor, uma pessoa pode entrar em perfis mais ousados. Da mesma forma, alguém que tenha mais experiência no mercado pode se deparar com grandes crises e retrair seus investimentos.  “Para que o sucesso no mercado financeiro seja completo, oacompanhamento profissional é essencial. Ele promove muito aprendizado e insights sobre o que está acontecendo no mercado e o que tem de ser alterado– ou não – no portfólio de investimentos”, acrescenta Rosenmann.

Os perfis mais utilizados são o conservador, moderado e agressivo, mas ainda é possível identificar outros tipos de investidores. Confira:

Superconservador:

Esse perfil tem, claramente, medo de investir. Conhecido também como medroso mórbido, quem se encaixa nesta situação tem aversão à perda e, em algumas vezes, chega a guardar o dinheiro embaixo do colchão. O curioso é que, pelo medo de perder, essa categoria é a que acaba mais perdendo. Como ele não investe de nenhuma maneira, seu dinheiro não acaba rendendo e ele corre o risco de perder para um grande vilão: ainflação.

Conservador ou tradicional:

Quem se encaixa no perfil tradicional e conservador – grande parte da população brasileira – segue com medo dos riscos do investimento e, por isso, prefere seguir um caminho mais seguro, mesmo sabendo que a chance de rendimento é menor. 

Este perfil é o que guarda grande parte do dinheiro em poupança e, por mais que invista em setores ousados para o seu perfil – como pequenas ações, grande parte do dinheiro vai para fontes de renda fixa. Pessoas que se encaixam neste perfil normalmente buscamretirar esse dinheiro investido em um curto período de tempo. Além disso, ele tem baixa tolerância aos riscos, pouco conhecimento de mercado e costumam fazer investimentos com baixa volatilidade e alta liquidez, ou seja, com resgate rápido.

Moderado ou intermediário:

Os investidores moderados conhecem um pouco sobre mercado financeiro e ousam mais nos negócios. Normalmente, eles investem 60% em fontes mais seguras e 40% em fontes de risco, como, por exemplo, ações. Essa divisão chega a ser, em determinados momentos, igualitária, já que o investidor intermediário sabe – e gosta – de ouvir novas possibilidades. Apesar disso, ele não consegue acompanhar as rápidas mudanças de mercado e, por se sentir inseguro, se o nível de risco aumenta, ele volta o seu perfil para o lado conservador.

Dinâmico:

O perfil dinâmico conhece melhor o mercado de investimentos e tem uma média tolerância a riscos. Busca analisar as novidades para tomar decisões mais assertivas e favoráveis. A carteira deste perfil conta com investimentos de médio e alto risco, mas busca maior rentabilidade em curto e médio prazo.

Arrojado ou avançado:

Este tipo de investidor conhece bem o mercado e toma decisões assertivas. Ele prioriza o retorno e abre mão da liquidez, já que se presume que ele tem mais dinheiro e não vá precisar de um resgate rápido. Por isso, ele tem alta tolerância aos riscos. Este perfil busca crescimento a longo prazo e, normalmente, é caracterizado por jovens que querem aumentar seu patrimônio. O investidor avançado sabe analisar o setor e calcular riscos, com projeções de ganhos e perdas e bom senso.  Mas quem faz parte deste perfil precisa ter preparo emocional, pois, nos períodos de crise, as emoções são fortes.

Maluco ou agressivo:

Este perfil é um dos mais extremos. Ele não costuma pensar nas consequências e normalmente toma decisões sem grande conhecimento de mercado. Por não calcular os riscos, ele costuma relacionar o mercado de investimentos com um jogo de cassino. Além de tomar decisões incoerentes, não busca consulta profissional. Assim, ele costuma apostar alto, sem analisar o histórico de ações e, principalmente, sem medo deperder muito dinheiro.

Texto publicado originalmente na TOPVIEW