Archive abril 2020

ESPECIALISTA EM INVESTIMENTOS AVALIA AS AÇÕES DO BANCO CENTRAL DE FLEXIBILIZAÇÃO MONETÁRIA

Renan Hamilko, sócio-fundador da Allez Invest em Curitiba (PR), apresenta as vantagens para a economia brasileira com as ações do Banco Central

Para melhorar a liquidez das empresas, durante a atual crise sanitária, o Banco Central apresentou medidas para complementar o “Orçamento de Guerra”, que está em votação no Congresso. As iniciativas preveem a compra de títulos públicos e privados pelo Tesouro Nacional para ajudar as empresas e o mercado financeiro. O sócio-fundador da Allez Invest, Renan Hamilko, explica as formas que essa medida vai impactar para os investidores e consequentemente a economia brasileira.

Uma das principias críticas para compra de títulos pelo BC, é a possibilidade de inadimplência das empresas, devido ao momento.  Para o especialista, o risco existe – se comparado a alguns meses atrás -, mas não significa ser necessariamente alto. “O papel do governo em momentos de crises, como essa que vivemos, é justamente fazer o possível para mitigar os danos, e se isso significa se expor à um pouco mais de risco de crédito para trazer mais estabilidade para a economia, é aceitável”, argumenta. Para os investidores, a ação irá diminuir a volatilidade dos ativos, além de aumentar a liquidez das empresas, possibilitando uma gradual volta a normalidade de negociação dos papéis.

A flexibilização monetária, na PEC 10/2020, propõe uma estratégia de estímulo que visa aumentar a oferta de dinheiro em circulação e a sua aplicação já ocorreu em outros países, durante crises ou estagnação econômica, dentre eles Estados Unidos e Japão. “O que ocorre, na prática, é uma transferência indireta. Uma vez que os bancos são os principais detentores de títulos, ao recomprá-los, o Banco Central injeta capital no sistema bancário, que diminui as taxas cobradas em empréstimos, financiamentos e cartões. Com o acesso facilitado ao crédito, o cliente vai às compras e faz o dinheiro circular. Essa medida teve efeitos positivos e ajudou muitos países a atravessar o período de crise”, avalia Hamilko.

Histórico

Essa ideia de responsabilidade do Governo, quanto ao mercado financeiro, foi defendida na década de 30, pelo economista John Keynes, que além de fundador do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi diretor do Banco da Inglaterra e ocupou diversos cargos governamentais. Keynes defendeu que, mesmo no sistema capitalista, cabia ao Estado aprimorá-lo, tomando medidas para minimizar os impactos dos ciclos econômicos, definindo taxas de juros para nortear a propensão a investir, em detrimento da liquidez desejada nos momentos de incerteza.

E foi isso que aconteceu em 2008, nos Estados Unidos, em que o FED, banco central norte-americano, adotou essas medidas. “No Brasil, passamos por muitas variações expressivas nos valores de títulos públicos e privados, nas últimas semanas. E aquela antiga lei do mercado, de oferta e procura, entrou em cena. Como a oferta foi expressivamente maior do que a procura, o preço dos ativos foi impactado negativamente. O problema é que, caso esse ciclo de oferta se mantenha por tempo demasiado longo, determinados setores da economia podem ficar em risco, pois empresas se financiam não apenas com dinheiro de bancos, mas também no mercado aberto de renda fixa. É aqui que entra a PEC do Banco Central, dando liquidez para esses ativos, equilibrando a balança de oferta e demanda. Vemos a medida como necessária para ajudar a normalizar o mercado de crédito e dar mais estabilidade para as empresas devedoras”, reflete o sócio da Allez Invest.

Sobre a Allez Invest

         A Allez Invest é uma boutique de soluções de investimentos no Brasil e no exterior. Com sede em Curitiba (PR), é credenciada à XP Investimentos, a maior corretora de valores e títulos mobiliários da América Latina, oferece um modelo de assessoria financeira exclusiva, compreensiva e completamente personalizada para seletos clientes. Além de Hamilko, a equipe da Allez Invest é composta por mais seis sócios: Arthur Weber Rubert, Rodolfo Magno Baggio, Guillermo Arauz, Frederico Loss e Mônica de Moraes Campos, todos com prévio conhecimento do mercado financeiro nacional e internacional. Os sócios já passaram por renomadas empresas do país e trazem uma grande bagagem de conhecimento na economia, que é constantemente atualizada.

Serviço:

Allez Invest

Endereço: Rua Heitor Stockler de França, 396, sala 2106, Edifício Neo Business, Centro Cívico – Curitiba (PR)

Telefone: (41) 3514-5890

Site: www.allez.com.br

Instagram: @allez_invest

Facebook: @allezinvest

LinkedIn: @allez-invest

Informações para a imprensa:

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Fone: (41) 3343-9800

Marcus Contin DRT/PR 3838

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Instagram: @mcommcomunicacao

O COMPROMISSO COM O FUTURO DO PLANETA POR MEIO DOS INVESTIMENTOS VERDES

Vivemos em um momento em que o mundo respira a palavra sustentabilidade, com consumidores que procuram cada vez mais empresas que possuam políticas alinhadas às necessidades do planeta. Além de ser uma tendência que valoriza a imagem institucional do empreendimento, ela também gera retorno para os investidores.

No mercado financeiro, é possível aplicar seus recursos em ações de instituições verdes, também denominadas investimentos socialmente responsáveis (SRI). Assim temos acesso a empresas que pensam no futuro sustentável, e geram valor para o acionista a longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais.

A procura por investimentos verdes vem crescendo nos últimos anos. Nos Estados Unidos, essa atividade no mercado financeiro já acontece desde a década de 80, e vem se fortalecendo ao longo dos anos. De acordo com o relatório de 2018 da US SIF Foundation – Fórum de Investimentos Sustentáveis Responsáveis -, US$ 12 trilhões foram investidos nos EUA seguindo os princípios SRI. Outra pesquisa da instituição citada mostra que no início de 2018 os investimen-tos sustentáveis nos principais mercados (Europa, EUA, Japão, Canadá e Nova Zelândia) atingiram US$30,7 trilhões em ativos.

No Brasil, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) surgiu em 2005 e foi pioneiro na América Latina. Ele busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas do desenvolvi-mento sustentável da sociedade, além de estimular a responsabilidade ética das corporações. A BM&FBovespa é responsável pelo cálculo e pela gestão técnica do índice no país e avalia anualmente as empresas para compor a seleção de ações sustentáveis. Dentre os critérios avaliados, para essa seleção, estão: o relacionamento com empregados, fornecedores e a comunidade, governança corporativa e o impacto ambiental de suas atividades.

Além das ações na Bolsa de Valores, o mercado financeiro conta com os Títulos Verdes, ou Green Bonds, que são títulos de dívida usados para captar recursos, com o propósito de implantar ou financiar projetos, capazes de trazer benefícios ao meio ambiente ou contribuir para amenizar os efeitos das mudanças climáticas.

Mas, vale lembrar: quando o investidor opta por uma carteira de ativos com empresas verdes, não significa que ele não está pensando no retorno financeiro. Pelo contrário, ao aplicar seu capital no mercado financeiro, a intenção, também, é alcançar a rentabilidade, elegendo as empresas sustentáveis como preferência.

Seja por comprometimento pessoal ou por acreditar que essas empresas possuem mais chances de permanecerem produtivas, pelas próximas décadas, e que sofrerão menos passivos judiciais, com ações ambientais, trabalhistas e sociais, os investimentos verdes ajudam a cobrar das iniciativas privadas políticas que colaborem para o futuro sustentável do planeta.

Se você precisa de mais informações sobre investimentos verdes, entre em contato com os agentes de investimentos da Allez Invest.

Por Renan Hamilko, sócio-proprietário da Allez Invest

Texto publicado originalmente na TOPVIEW